Mensageiro de Jesus

As armadilhas do inimigo de Deus

Iscas boas

Sedes sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. (1Pedro 5-8). Neste versículo Pedro compara Satanás a um leão faminto. Seu ataque é fulminante.

Precisamos lutar contra os ataques do demônio, ele vive a procura do cristão. Como o pescador, ele tem um anzol coberto por uma isca que chama a atenção. Ele rodeia o mundo pacientemente, lançando anzóis com iscas convidativas, sempre preparadas com aquilo que mais atrai o coração humano. Se aceitarmos suas iscas, nós vivemos assim: tateando sem saber se estamos no rumo certo. Nossa vida é dominada pelo pecado. A maldade nos encobre como se fosse uma densa treva e nos impede de ver nossa situação de forma clara. Por isso não é possível seguir adiante, como se o problema não existisse. Quando a maldade, a injustiça e a mentira reinam em nossa vida, sentimos completa falta de paz conosco, com nosso próximo e também com Deus.

Uma das armas mais poderosas que o demônio usa para nos dominar é o álcool. Foi através da bebida alcoólica que ele me laçou. Com quinze anos de idade, tomei o primeiro gole. Daí em diante nunca mais abandonei o vício. Foram trinta e nove quase quarenta anos, na dependência alcoólica.

Jesus sempre se preocupou comigo e através dos movimentos da Igreja, me mostrava o caminho certo a seguir.

Com dezoito anos de idade, quando participei de um Encontro de Jovens com Cristo, fui tocado por Ele. Nessa ocasião ganhei um crucifixo, que pendurei no peito e nunca mais tirei. E assim, durante toda minha vida, Jesus mostrava o caminho na Igreja, com o Cursilho, no Encontro de Casais com Cristo e na Equipe de Nossa Senhora.

Todo esse esforço de Jesus para me mudar, de nada adiantou, pois meu coração continuava fechado para seus ensinamentos. Eu não queria mudar.

O tempo foi passando, casei, sou pai de três filhos, um menino e duas meninas. Jesus continuava me convidando a mudar nas missas aos domingos, mas eu não mudava.

A bebida foi minando minha mente e me transformou num homem maldoso, injusto e mentiroso. Foi quando joguei tudo que havia conquistado com muito sofrimento, com muita luta, pro ar. Separei-me de minha esposa, me afastando assim, das pessoas que mais amava.

Foram anos de muito sofrimento, angustia e bebedeira, até que um dia, ao entrar em um Cartório de Registro de Imóveis em Sorocaba, li na parede uma frase que dizia: “Andar com Cristo no peito é fácil, difícil é ter peito para andar com Cristo.” Nossa! Levei um tranco no peito e comecei a passar mal. Saí dalí quase correndo e fui para uma igreja que havia nas proximidades, entrei na Capela do Santíssimo, me ajoelhei  em frente de Jesus que ali estava exposto e prometi mudar.

Infelizmente foi só promessa, continuei a viver da mesma maneira, bebendo muito e vivendo no pecado. Mas toda vez que pecava, vinha em minha mente a lembrança daquela promessa e eu ficava angustiado. Era Jesus que não desistia de mim, me pedindo para mudar. Ele não condena o pecador, mas sim, o pecado.

Foi então que uma grande tragédia me atingiu. Meu único filho homem saiu pra balada, numa noite de domingo. Quando voltava para casa, depois de haver ingerido bebidas alcoólicas, capotou o carro que dirigia vindo a falecer.

Na madrugada, quando recebi a notícia, entrei em desespero. Eu chorava, gritava, esmurrava a parede. Fiquei completamente desnorteado, sem saber o que fazer. Nesta hora minha mente se iluminou e eu clamei por Jesus, pedindo ajuda. No mesmo instante me acalmei e fui tomar as providências necessárias.

No velório, ali ao lado do seu corpo, sofrendo junto com os familiares, eu ouvia uma voz que me dizia na orelha esquerda: Vá para o bar, encha a cara, e esse sofrimento todo passará (o diabo). Mas na orelha direita outra voz me dizia: Não faça isso filho, pense em suas filhas em sua esposa, elas precisam do seu amparo, não vá beber (Jesus). E assim foi o velório inteiro nessa luta, o demônio tentando me levar para o bar e Jesus me mostrando o caminho certo a seguir.

Graças a Deus eu não atendi ao pedido do Maligno, mas sim o de Jesus. Mesmo passando muita vontade, eu consegui segurar e não bebi nada de álcool durante nove, quase dez meses. Quando minhas filhas e esposa estavam bem e o sofrimento inicial havia se acalmado, voltei ao vício.

Foram três anos bebendo muito. Bebia todos os dias, me tornando assim, um dependente alcoólico, prá não dizer um “alcoólatra.”

Já com a saúde muito debilitada, entrei numa forte depressão e como a gente costuma dizer, quando está na pior. Fui para no fundo do poço.

Vivendo nessa vida errada, me tornei um homem fraco, feio e fedido. Sim era fraco porque não tinha força para abandonar a bebida, mesmo sabendo que ela estava me levando para o túmulo. Era feio, porque tinha o rosto inchado, olhos vermelhos e estomago dilatado. E fedido, porque meu bafo era terrível e quando suava, exalava cheiro de cachaça por todos os poros.

Um dia, porém, quando estava em pecado, lembrei-me daquela frase que li no cartório e resolvi mudar. Então falei com Jesus em oração: Estou aqui Senhor, com o coração contrito, por favor, perdoa minhas falhas, meus erros, meus pecados estou arrependido, me ajuda abandonar o vício do álcool, quero mudar, quero fazer a Tua vontade em minha vida.

Deste dia em diante, abandonei o vício e comecei ocupar meus pensamentos, meus atos, minhas intenções com “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre o que é justo, tudo o que é puro, amável, o que é boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável” ( Fl 4,8 ), que são princípios de Deus.

Três meses depois, já era um novo homem. Forte, porque Jesus me dera forças para abandonar o vício. Bonito, porque não tinha mais o rosto inchado, os olhos avermelhados, o estômago dilatado. Cheiroso, porque abandonando o álcool voltei a ter cheiro de gente, cheiro de homem.

Voltei a ser um homem normal, mas com uma diferença, sempre estou sóbrio e procuro nortear a minha vida na Palavra de Deus.

Com a ajuda de meu Mestre consegui me afastar das más companhias e do pecado, agindo assim, consegui recuperar a família que havia perdido e voltei a conviver com eles; na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, como havia prometido um dia.

Deus criou a família para ser unida. Homem, mulher, filhos e netos vivendo em harmonia! Esta deveria ser e é a base mais constante e potente de uma sociedade.

Essa mensagem, querido irmão, querida irmã, eu escrevi para você, que seduzido pelo Maligno, está vivendo num emaranhado de mentiras, pecados e traições, como eu vivi. Você está se afastando das pessoas que ama realmente, para ficar mordiscando as iscas que o demônio tem te apresentado, se ele te fisgar, a batalha será difícil, pois ele é mais forte.

Deus te ama e não te quer ver sofrendo. Ele não quer também que sua família sofra. Somente Jesus tem o poder que você precisa para vencer essa batalha. Ele está te esperando de braços abertos, vamos, corra para os seus braços. Ele vai te ajudar, Ele vai te dar força como deu a mim. Confia Nele e Ele salvará você e sua família. Na segunda carta de São Paulo a Corintos cap. 5 vers. 17, está escrito:

“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo.”

No mundo inteiro, constantemente, explodem guerras e conflitos, e se alastram chamas de violência. Poderíamos até pensar que, no Brasil, vivemos tempos de paz, sem guerras.  Não é bem assim, temos a violência do tráfico de drogas, da criminalidade impune (inclusive nas lideranças governamentais e empresariais) e a guerra do trânsito. Temos perdido mais gente por morte prematura e violenta nessas situações do que outros países em tempos de guerra declarada.

Não podemos esquecer que um dia Jesus voltará para julgar os vivos e os mortos. Rezo todos os dias para que nesse dia, todos nós estejamos entre os seus escolhidos. Então ouviremos Ele dizer: Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.

Senhor existe muita maldade no mundo. Toda essa maldade desagrada o Vosso coração, pois nos ensinastes a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Pois bem, Senhor que meu testemunho possa levar a paz onde há guerra; a união onde há discórdias; o amor onde há ódio, por fim que, O leve a todas as pessoas, e que elas Te conheçam como o Deus Vivo e verdadeiro.

 

                                                                                  

                                                                   

                                                                         

 

                                                                              

                                                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Reinaldo

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