Mensageiro de Jesus

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”

DinheiroJesus não nos explica como e quando se faz presente a providência; simplesmente nos convida a nos abandonarmos nas mãos de nosso Pai-Mãe Deus, para quem seu filhos e filhas são as criaturas mais importantes de toda sua criação e assim passar da angustia para a confiança. Jesus resume em uma frase qual deva ser a atitude de seus seguidores perante a providência de Deus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (v.33). O reinado se recebe como dom gratuito, com a alegria e confiança de quem experimenta a paternidade-maternidade de Deus em sua ação transformadora do mundo. Mas essa justiça (salvação) de Deus, convida também a colaboração e ao empenho pessoal e coletivo de seus seguidores com seu plano salvador. A confiança leva necessariamente ao compromisso, pois ninguém se compromete com uma causa perdida. E isso é justamente o que nos ensina essa página inesquecível do Evangelho: o poder salvador de Deus, simbolizado no esplendor e na delicada magnificência com que trata as aves do céu e as flores do campo, não deixará fora do banquete do Reino seus filhos e filhas. (Mt 6, 24-34).

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

Resumindo, o Divino Mestre nos coloca diante de dois senhores completamente opostos no que concerne aos seus respectivos interesses: Deus e o dinheiro. O primeiro nos exige a crença Nele e em suas revelações, a esperança em suas promessas, com amor total. O dinheiro cobra de nós, e nos inspira ambição, volúpia de prazeres, vaidade, orgulho, menosprezo ao próximo, etc. Um nos dá forças para praticar o bem e a este inclina nossas paixões, enquanto o outro nos arrasta para o mal e nele nos vicia. O Céu e sua eterna felicidade constituem o estímulo para os esforços exigidos por um dos senhores. A Terra e seus prazeres fugazes são os atrativos oferecidos pelo outro.

“Por isso Eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos Céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?

Evidentemente, não exclui Jesus nossa obrigação em relação ao trabalho. Sobre este particular há inúmeros comentários de Santos Doutores, demonstrando ser o trabalho um excelente meio de santificação. Jesus tem diante de Si todos aqueles que colocam como ultimo limite de seus horizontes os bens materiais, e na obtenção destes aplicam sofregamente poda sua preocupação. Essa atitude carrega consigo uma boa parcela de culpabilidade, além de ser autodestrutiva. Antes de tudo, por ofender de certa forma a Deus, ao manifestar-Lhe desconfiança de sua bondade, além de perder o apoio divino ao colocar a sua segurança em esforços e planejamentos pessoais. Em síntese, torna-se patente o quanto o homem não pode descuidar dos bens eternos, pelo fato de de ir atrás do indispensável à vida.

Deve-se buscar os bens materiais, mas sem inquietação, pois esta implicaria em negar a infinita generosidade de Deus.

“Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso?”

A cada argumento, torna-se incontestável nossa impotência diante das  leis da natureza e, por outro lado, a onipotência divina no governo do mundo. “Deus é quem faz crescer vosso corpo, cada dia, sem que possais dar-vos conta disso. Se, pois, todos os dias a Providência de Deus trabalha em vós para o crescimento de vosso corpo, como ficará Ela inativa diante de verdadeiras necessidades? Mas, se todos os esforços de vosso pensamento não podem acrescentar a menor parcela a vosso corpo, como podereis vós salvá-lo todo inteiro?”

“E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, Eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará Ele muito mais por vós, gente de pouca fé?”

Por conseguinte, duvidar ou, pior ainda, não crer na Providência Divina é suficiente para sermos classificados como “gente de pouca fé”, pois, se esses são os cuidados de Deus para com ervas a serem queimadas quando murcharem, quanto maiores não serão eles com as almas imortais e os corpos ressurrectos!

“Portanto, não vos preocupeis, dizendo: O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?”

Vê-se, neste versículo, o empenho do Divino Mestre em nos convencer das verdades já expostas. “O Senhor repete esta recomendação para nos fazer compreender sua necessidade e gravá-la mais profundamente em nossos corações”.

“Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos Céus, sabe que precisais de tudo isso”.

O sentimento familiar nos tempos do Evangelho era mais sólido e profundo do que nos dias da atual decadência, na qual vai desmoronando essa pilastra de uma sociedade bem constituída. Todos tinham um conceito claro e indiscutível a respeito da paternidade. Em outro momento, Jesus lhes dirá: “Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará coisas boas aos que Lhe pedirem” (Mt 7, 11).

“Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo”.

Assim, devemos buscar a realização da santidade de Deus em nós, por meio do ódio ao pecado, numa aspiração crescente de Lhe obedecer na prática de todos os Mandamentos, com base num abrasado amor a Ele. Conduzir, por um dinâmico zelo apostólico, a todos com quem tenhamos alguma relação às vias dessa santidade, para maior brilho da Santa Igreja e a salvação das almas.

“Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.

Preocupemo-nos primeiramente em santificar-nos afim de obtermos o Reino de Deus. Pratiquemos as virtudes e enriqueçamo-nos dos bens do Céu na plena confiança de que não nos faltarão os da Terra.

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Reinaldo

Reinaldo

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